A Depressão e seus sintomas

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Talvez a depressão seja uma das doenças mais sérias da atualidade, apesar de nem sempre se tratada do modo devido. Por incrível que pareça, ainda lidamos com os problemas psiquiátricos como menores, apesar do nosso cérebro ser o órgão fundamental para todas as atividades que exercemos.

As causas da depressão ainda precisam ser mais estudadas pela ciência. Pelo que se sabe hoje, existem predisposições genéticas que podem estar envolvidas com os episódios da depressão, devido a desequilíbrios bioquímicos no interior do cérebro. Porém, as pessoas que possuem essa predisposição não reagem sempre do mesmo modo. Fatores externos como episódios traumáticos durante a vida, estresse constante, uso de drogas ilícitas e medicamentos podem desencadear um quadro depressivo, mas isso nem sempre acontece. Algumas doenças sistêmicas, também são associadas aos casos de depressão, assim como possíveis oscilações hormonais.

Quando alguém se sente triste, desmotivado e sem vontade de viver, isso deve ser tratado com a maior seriedade, pois essas sensações vão interferir, e muito, no dia a dia da pessoa.

Dentre elas está a depressão, que basicamente se caracteriza por uma tristeza extrema.

A tristeza é um dos principais sintomas da depressão, mas existe uma diferença entre se sentir triste devido a algo ruim que aconteceu e ficar cronicamente entristecido com a vida. Em algumas situações comuns na vida de quase todo mundo, como na morte de um ente querido ou em um fim de relacionamento, é normal que nos sintamos tristes por um período. Porém, uma pessoa saudável lidará com essas situações desagradáveis depois de algum tempo, retomando a vida normal. Na depressão, isso não acontece. A pessoa se sente triste mesmo sem motivos e essa sensação nunca desaparece. O indivíduo que sofre com a doença apresenta um quadro melancólico constante e o prazer com qualquer atividade desaparece. Por isso os pacientes costumam perder a vontade de trabalhar, estudar, cuidar da casa e até da própria higiene.

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Outro sinal comum é anedonia, que nada mais é que a perda de prazer e interesse nas atividades do cotidiano. Além dessas características principais, outros indícios podem apontar para a depressão, como:

  • Ganho ou perda de peso
  • Insônia ou sonolência excessiva
  • Agitação ou apatia
  • Cansaço
  • Sentimento de culpa
  • Dificuldade de concentração
  • Pensamentos ligados à morte e suicídio
  • Perda de libido
  • Baixa autoestima

Esses sintomas podem aparecer ou não. Eles também são difíceis de serem percebidos e o próprio paciente tende a considerá-los como normais.

Por essa razão o diagnóstico deve ser feito por um especialista ( psicólogo ou psiquiatra) e, como dissemos, esse pode ser um problema já que o deprimido pode não “enxergar” esses sinais como um problema. Quando um médico é procurado, o paciente é diagnóstico com base em uma análise clínica. Também é importante verificar a existência de outras doenças psiquiátricas na família, por causa da predisposição genética.

Felizmente a depressão pode ser tratada com bons resultados para a qualidade de vida dos pacientes. A intensidade dos sintomas podem definir o tipo de tratamento mais adequado. Quadros mais brandos podem ser amenizados com o acompanhamento psicoterápico. Já em casos mais graves, costuma ser necessário o uso de substâncias antidepressivas para reabilitar o paciente em crise. As drogas utilizadas no tratamento da depressão nem sempre são vistas com bons olhos por causarem dependências e efeitos colaterais. No entanto, a indústria farmacêutica conta hoje com substâncias mais leves, ainda que o tempo para obtenção de resultados seja maior. Outro recurso a ser considerado é prática de atividades físicas, uma vez que vários estudos indicam sua eficácia em relação à doença.

POR: Clube da Prosa

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